terça-feira, 8 de março de 2011

QUESTÕES SOBRE A PEDAGOGIA DA AUTONOMIA

1.       (FUNDEP – PEDAGOGO Contagem/2006) São princípios da educação libertadora (Paulo Freire) EXCETO:
a)      Acreditar na igualdade fundamental entre os seres humanos, independentemente de quaisquer diferenças.
b)      Buscar a transformação social, constituindo-se como meio de contribuir para a justiça social e para a participação.
c)       Conceber a participação como um processo que favoreça cada vez mais a centralização das decisões tendo em vista a unidade institucional.
d)      Organizar-se como um processo em que as pessoas sejam sujeitos de sua própria formação.

2.       (FUMARC - PROFESSOR GOV.VALADARES/2009) “Não há docência sem discência”. Em seu texto, Freire (2000) discute a importância de uma reflexão envolvendo a formação docente e a prática educativo-crítica em favor da autonomia dos educandos.
Avalie as afirmativas abaixo:

        I.            A temática abordada incorpora a análise de saberes fundamentais, apresentando elementos constitutivos para a compreensão da prática docente enquanto dimensão social da formação humana.
      II.            A tarefa do educador não se resume apenas em ensinar os conteúdos, mas ensinar a pensar certo, exigindo rigorosidade metódica. Ensinar, aprender e pesquisar envolvem dois momentos do ciclo gnosiológico.
    III.            O ato de ensinar exige a corporeificação das palavras através do exemplo. Uma vez que, não há pensar certo fora de uma prática testemunhal que o re-diz em lugar de desdizê-lo.
    IV.            Na formação permanente dos professores, ensinar exige reflexão crítica a respeito da prática, é pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática.
Verifica-se que estão CORRETAS as afirmativas:
a)      Apenas I, II e III
b)      Apenas I, III e IV
c)       Apenas I, II e IV
d)      I, II, III, IV

3.       (FUMARC - PROFESSOR GOV.VALADARES/2009) Leia atentamente o trecho extraído do livro “Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa”:
O ato de cozinhar, por exemplo, supõe alguns saberes concernentes ao uso do fogão, como acendê-lo, como equilibrar para mais, para menos, a chama, como lidar com certos riscos mesmo remotos de incêndio, como harmonizar os diferentes temperos numa síntese gostosa e atraente. A prática de cozinhar vai preparando o novato, ratificando alguns daqueles saberes, retificando outros, e vai possibilitando que ele vire cozinheiro. A prática de velejar coloca a necessidade de saberes fundantes, como o do domínio do barco, das partes que o compõem e da função de cada uma delas, como o conhecimento dos ventos, de sua força, de sua direção, os ventos e as velas, a posição das velas, o papel do motor e da combinação entre motor e velas. Na prática de velejar se confirmam, se modificam ou se ampliam esses saberes.
FREIRE, 2000, P. 23 e 24
O texto acima permite analisar que:
a)      Ensinar é um processo que pode tornar o aprendiz mais e mais criador. Quanto mais criticamente se exerça a capacidade de aprender, mais se constrói e se desenvolve o que pode ser chamado de “curiosidade epistemológica.
b)      Existe uma relação entre o ato de ensinar e a prática de cozinhar, mostrando que o professor precisa diversificar sua prática, promovendo atividades fora do ambiente escolar.
c)       Na prática pedagógica, é importante estabelecer atividades que relacionem com o cotidiano dos alunos, utilizando receitas familiares e atraentes.
d)      Com o objetivo de criar “espaços inovadores”, cabe aos professores utilizarem com frequência todo o espaço escolar.

4.       Segundo Paulo Freire ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade. Assim o clima de respeito que nasce de relações justas, sérias, humildes, generosas em que a autoridade docente e as liberdades dos alunos se assumem eticamente deve contribuir para:

A) reforçar o autoritarismo na escola pública.
B) reforçar o medo que os pais tem dos professores e os conduz a afastar-se da escola.
C) os alunos reagirem negativamente ao exercício do comando.
D) fortalecer o caráter formador do espaço pedagógico.
E) estabelecer na escola o mandonismo que tolhe a criatividade do educando.

5.       A escola X vem trabalhando na construção coletiva do PPP escolar que tem como base a Pedagogia da Autonomia. Um dos pontos elencados e operacionalizados pelo grupo foi a formação continuada dos docentes, partindo do entendimento de ser essa a forma de favorecer:

A) uma prática pedagógica neutra que reflete positivamente no meio social.
B) o desenvolvimento de experiências que só servem para cada profissional do ensino.
C) o desenvolvimento de atividades pragmáticas que centram o ensino em atividades descontextualizadas.
D) visões distorcidas do mundo do trabalho.
E) novas formas de ordenação da experiência humana, com múltiplos reflexos positivos na cognição dos estudantes.

6.       Os pedagogos e demais profissionais e pessoas que circulam na escola pública devem considerar, segundo Paulo Freire, a importância das relações entre educador e educando, entre autoridade e liberdade, entre pais, mães, filhos e filhas o que contribui para a:

A) reinvenção do ser humano no aprendizado de sua autonomia.
B) elaboração do calendário escolar que marca as lições de vida e deve inibir as liberdades dos alunos na avaliação da escola.
C) elaboração de um regimento escolar apenas por quem entende de legislação de ensino.
D) elaboração das diretrizes escolares por pessoas que detém o saber pedagógico e encontram-se fora de sala de aula.
E) produção de documentos e registros escolares exclusivamente pelos pedagogos.

7.       De acordo com a Pedagogia defendida por Paulo Freire, a autonomia, enquanto amadurecimento do ser para si, é processo, é vir a ser. Não ocorre em data marcada. É nesse sentido que os pedagogos devem estimular reflexões centradas em experiências estimuladoras da decisão e da responsabilidade, o que pressupõe:
A) experiências respeitosas da liberdade.
B) o receio às críticas mesmo construtivas.
C) a espera para saber onde as pessoas podem ir e em seguida mostrar o caminho certo.
D) a licenciosidade que hipertrofia a decisão coletiva.
E) o espontaneísmo.

8.       A pedagoga Cláudia respalda a sua prática na Pedagogia da Autonomia coordena o planejamento escolar lembrando a necessidade de elevar os índices de aprendizagem do/as alunos/as e a importância das ferramentas básicas para que eles/elas circulem na sociedade letrada. Reconhece a importância dos saberes e dos conhecimentos de experiência que chegam à escola. Nesse sentido o saber ingênuo deve ser:

A) preservado.
B) considerado como produto final do ensino e aprendizagem escolar.
C) superado pelo saber produzido através do exercício da curiosidade epistemológica.
D) considerado como ponto de partida e de chegada na aprendizagem assistemática escolar.
E) motivo de exclusão no processo de ensinar e aprender.

9.       O pedagogo Joaquim dá testemunho de respeito ao seu aluno pelo exercício cotidiano de responsabilidade, pontualidade, assiduidade e cumprimento dos seus deveres como educador. Segundo Paulo Freire as características dessa prática pedagógica docente especificamente humana é:

A) incoerente pela realidade educacional e antiética.
B) profundamente formadora, por isso, ética.
C) esteticamente assistemática.
D) espontânea e assistencialista.
E) assistemática e escapa ao juízo que dele fazem os alunos.

10.   Segundo Paulo Freire os homens e mulheres são os únicos seres que socialmente são capazes de aprender.
Assim toda prática educativa demanda processos interativos que favorecem:

A) a constatação que para mudar, é necessário práticas assistemáticas.
B) o espírito negativo e o fechamento ao risco.
C) a construção, reconstrução, a constatação que para mudar é necessário abertura ao risco.
D) o nível de adestramento dos outros animais ou do cultivo das plantas.
E) a construção dos saberes do senso comum e a constatação que para mudar é necessário apenas do mérito individual.





Leia o texto abaixo para responder às questões 11, 12 e 13

A questão da formação docente, ao lado da reflexão sobre a prática educativo-progressista em favor da autonomia do ser dos educadores, é a temática central em torno da qual gira este texto. É também temática a que se incorpora a análise de saberes fundamentais àquela prática e aos quais espero que o leitor crítico acrescente alguns que me tenham escapado ou cuja importância não tenha percebido.
Paulo Freire. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 13 (com adaptações).

11.   De acordo com o pensamento predominante no texto, o ato de ensinar exige

I rigorosidade metódica, pesquisa e criticidade.
II respeito aos saberes dos educandos, estética e ética.
III corporeificação das palavras pelo exemplo.
IV risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação.

A quantidade de itens certos é igual a
A 1.
B 2.
C 3.
D 4.

12.   Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou sua própria construção, o que exige que o professor pense certo. Com relação aos pressupostos filosóficos subjacentes a essa afirmativa e ao texto, assinale a opção correta.

A) Pensar certo é uma postura exigente, difícil e penosa que o professor tem de assumir diante dos outros e com os outros, em face do mundo e dos fatos.
B) Pensar certo é ter a certeza de que todas as ações humanas estão predeterminadas pelo destino, que a interferência do indivíduo pouco mudará a realidade.
C) Pensar certo é agir com espontaneidade, a ponto de todas as ações serem pautadas pelo espontaneísmo.
D) Pensar certo é fácil, pouco exigente e complementa a atitude autoritária do professor, que cada vez menos necessita da rigorosidade metódica.

13.   A partir do saber fundamental “mudar é difícil, mas é possível” é que se deve programar a ação político-pedagógica. Com base nesse pressuposto e considerando, ainda, o texto de Paulo Freire, assinale a opção correta.
A) O educador deve assumir uma postura neutra diante do real, pois a função da educação é estudar e constatar a realidade, para compreendê-la e admirá-la como obra da construção humana.
B) O educador deve tomar consciência de que não é apenas objeto da história, mas também sujeito. No mundo da história, da cultura e da política, deve constatar a realidade não para se acomodar, mas para mudar.
C) Para que se possa transformar o mundo por meio da educação é preciso pregar a rebelião e instigar a revolta nas camadas populares, pelo fato de estas serem profundamente injustiçadas.
D) O educador deve respeitar o saber dos grupos com que trabalha. Porém, não pode permitir que estes predominem, por ter consciência de que aquilo que pensa, em face de sua formação, é melhor para o grupo.
GABARITO

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
C
D
A
D
E
A
A
C
B
C
D
A
B


2 comentários:

  1. Essa questões foram de grande valia aprimorou meu conhecimento. obrigado.

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  2. Gostei como as questões foram elaborada

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