sexta-feira, 29 de julho de 2011

QUESTÕES DE CONCURSOS - PORTUGUÊS

MAIS QUESTÕES DE CONCURSO – PORTUGUÊS FUMARC

PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA – FUMARC 2011 – PREFEITURA DE CATAS ALTAS

OUTRA CARTA MAGNA: Logo (a página móvel) MD Magno
Instruções:
Os textos são apresentados em forma de mosaico e as questões seguirão a mesma hierarquia.
As questões de 01 a 04 se baseiam no texto I. Leia-o atentamente:
TEXTO I
Um dos papas do pensamento heterodoxo brasileiro, ex-paciente de Lacan, criador da Nova Psicanálise, MD Magno abre seu consultório subterrâneo ( em cujo divã pousam almas complexas como as de Caetano Veloso e Fernanda Torres) para uma conversa sobre atualidades como o roubo do Rolex de Luciano Huck, a cabeça da “elite” e a situação política no Brasil e no mundo. Ao analisar os valores vigentes, Magno propõe a “diferocracia”, doutrina que, para além da democracia, concebe um estado centrado na satisfação de cada ser (portanto, de todos), com respeito às diferenças. (Arnaldo Bloch)
(MD Magno: Nova perspectiva. Jornal O Globo: 14 de outubro de 2007. Caderno O País, p.16.)
QUESTÃO 01
Com base na leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo
a) apontar as várias linhagens do pensamento lacaniano.
b) criticar o apresentador “ Luciano Huck”.
c) denunciar a elite brasileira.
d) contextualizar o articulador das ideias textuais.
QUESTÃO 02
O uso do pronome relativo na expressão “em cujo divã”, justifica-se pela ideia de
a) localização.
b) posse.
c) substituição.
d) retificação.

QUESTÃO 03
A frase:
“(em cujo divã pousam almas complexas como as de Caetano Veloso e Fernanda Torres)”.
A ordem direta da frase está adequadamente reelaborada em
a) Almas complexas, como as de Caetano e Fernanda Torres, em cujo divã pousam.
b) Como as de Caetano e Fernanda Torres, em cujo divã pousam, almas complexas.
c) Almas complexas, como as de Caetano Veloso e Fernanda Torres, pousam no divã.
d) No divã, pousam almas complexas, como as de Caetano Veloso e Fernanda Torres.

QUESTÃO 04
Entende-se a palavra “diferocracia” como:
a) Neologismo.
b) Justaposição.
c) Eufemismo.
d) Hipérbole.

As questões 05 e 06 estão baseadas no texto II. Consulte-o sempre que necessário:
TEXTO II
NATUREZA HUMANA
A psicanálise, desde Freud, não cai em certos engodos clássicos filosóficos. Sabemos, por exemplo, que as pessoas são assim: querem tudo para elas. O tipo de horizonte que temos hoje, mesmo na democracia, permite que este sintoma se fortaleça e prospere, ao invés de desencorajá-lo, como deveria ser, para o bem geral.
(MD Magno: Nova perspectiva. Jornal O Globo: 14 de outubro de 2007. Caderno O País, p.16.)


QUESTÃO 05
Na frase “A psicanálise, desde Freud, não cai em certos engodos clássicos filosóficos”. A palavra negritada tem como sentido oposto:
a) Logros.
b) Ilusões.
c) Tapeações.
d) Confianças.

QUESTÃO 06
Atente para a frase:
“( ... ) permite que este sintoma se fortaleça e prospere...”
A palavra negritada refere-se à expressão:
a) “ ... as pessoas são assim”.
b) “ ... tipo de horizonte...”.
c) “... querem tudo para elas”.
d) “... mesmo na democracia...”.

A questão 07 se refere ao texto III. Consulte-o sempre que necessário:
TEXTO III
O INCONSCIENTE É CAPITALISTA
Foi Lacan quem disse que o inconsciente é capitalista. Infelizmente é verdade. Não estou dizendo que numa sociedade marxista o sujeito não possa se analisar. Mas, se o fizer, descobrirá, fatalmente, que é a estrutura da sua
própria mente que gera o capitalismo. Em vez de lutar contra, o caminho é ver como se vai organizá-la para o bem comum.
(MD Magno: Nova perspectiva. Jornal O Globo: 14 de outubro de 2007. Caderno O País, p.16.)

QUESTÃO 07
Analise a frase:
“ ( ... ) caminho é ver como se vai organizá-la para o bem comum”.
O termo negritado será substituído adequadamente por:
a) “ ...estrutura da sua própria mente...”
b) “ ... inconsciente é capitalista...”
c) “... numa sociedade marxista...”
d) “... bem comum...”

As questões 08, 09 e 10 estão relacionadas ao texto IV. Leia-o com atenção.
TEXTO IV
ELITE E INTELECTUALIDADE BRASILEIRA
Que elite? Política? Intelectual? Se forem esses, só poder e mais nada na cabeça. Mas se formos pensar em elite como sendo o melhor, o de ponta, o Brasil está mal. Tem pouco. Falo do alto de 40 anos de universidade, já estou aposentado, nada tenho com isso. A intelectualidade no Brasil é assim: se você abrir a boca para dizer alguma coisa nova, imediatamente vai ser combatido. Não porque alguém tenha entendido o que você disse. Num lugar mais civilizado, você seria ouvido, estudado, entendido, e depois suas idéias seriam combatidas em nome de outras. Aqui uma ideia é combatida de graça. Mas se alguém importante disser que é sensacional todo mundo baixa a crista. Eu, por exemplo, sempre estive, há trinta anos, dizendo as mesmas coisas e levando porrada. Aí quando fui analisado por Lacan, e lecionei na Universidade de Paris no departamento dirigido por ele, virei o máximo.
(MD Magno: Nova perspectiva. Jornal O Globo: 14 de outubro de 2007. Caderno O País, p.16.)


QUESTÃO 08
Coloque a numeração adequada nos parênteses, de acordo com os números que indicam os aspectos verbais negritados a seguir:
1- Hipótese
2- Particípio
3- Desenvolvimento da ação
4- Término da ação
( ) “Se forem esses, só poder e mais nada na cabeça”.
( ) “Mas se formos pensar em elite como sendo o melhor,
o de ponta, o Brasil está mal”.
( ) “..., já estou aposentado, nada tenho com isso”.
( ) “...e lecionei na Universidade de Paris no departamento
dirigido por ele...”
a) 2-4-1-3.
b) 1-3-2-4.
c) 4-3-2-1.
d) 1-4-3-2.

QUESTÃO 09
Nos fragmentos transcritos, o padrão formal da linguagem convive com marcas de coloquialismo no vocabulário. Pertence à variedade do padrão formal da linguagem o seguinte trecho:
a) “...todo mundo baixa a crista...”
b) “...dizendo as mesmas coisas e levando porrada”.
c) “Aí quando fui analisado por Lacan...”
d) “Não porque alguém tenha entendido o que você disse”.

QUESTÃO 10
As opiniões apresentadas no texto são, principalmente:
a) pontos de vista contraditórios.
b) depoimentos autobiográficos do autor.
c) relatos de experimentos e observações.
d) posicionamentos científicos a-históricos.

GABARITO

1 – D
2 – B
3 – C
4 – A
5 – D
6 – C
7 – A
8 – B
9 – D
10 - C




PROFESSOR DE GEOGRAFIA – FUMARC 2011 – PREFEITURA DE MARIANA
LINGUA PORTUGUESA
TEXTO I
PASSEIO SOCRÁTICO
Frei Betto
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos dependurados em telefones celulares; mostravam-se preocupados, ansiosos e, na lanchonete, comiam mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, muitos demonstravam um apetite voraz. Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz felicidade? O dos monges ou o dos executivos?
(...) A sociedade na qual vivemos constrói super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas muitos são emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram que, agora, mais importante que o QI (Quociente Intelectual), é a IE (Inteligência Emocional). Não adianta ser um super-executivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma próspera cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. (...) Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilidade coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globocolonizador, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer de uma cadeia transnacional de sanduíches saturados de gordura…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”
(11/Fev/ 2010. Disponível em http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=1601.
Acesso em 08/12/10)
QUESTÃO 01
Em sua crônica, Frei Betto utiliza as seguintes estratégias de construção textual,
EXCETO:
a) Recorre a argumentos que intertexualizam com fatos ou dados do acervo cultural da humanidade.
b) Utiliza linguagem conotativa e denotativa de forma harmoniosa.
c) Adota como ponto de vista a 1ª pessoa do singular, mas usa também a do plural a fim de buscar adesão do leitor.
d) Fundamenta sua argumentação numa linguagem padrão e bastante conservadora.

QUESTÃO 02
“...a sala de espera cheia de executivos dependurados em telefones celulares; mostravam-se preocupados, ansiosos e, na lanchonete, comiam mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a
companhia aérea oferecia um outro café, muitos demonstravam um apetite voraz.”
Assinale a opção que completa corretamente a afirmação abaixo:
Com esse fragmento, o cronista _______________________________________.
a) cria a imagem de que a sociedade moderna provoca sensações e situações de estresse e compulsão.
b) evidencia que os executivos costumam ser glutões em situações profissionais.
c) destaca a ansiedade e voracidade como características fundamentais do profissional moderno.
d) critica o fato de as companhias aéreas fornecerem lanches adicionais aos passageiros, condicionando-os mal.
QUESTAO 03
“Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.”
Essa analogia se reitera nas seguintes afirmações do cronista, EXCETO:
a) Na sociedade moderna, construções laicas como shoppings valem, simbolicamente, tanto quanto as religiosas – catedrais – valiam no passado.
b) Shoppings – assim como as catedrais – rejeitam a presença de mendigos, crianças de ruas e pessoas vestidas de forma simples.
c) Muitos shoppings têm linhas arquitetônicas similares a catedrais estilizadas.
d) Tanto as catedrais quanto os shoppings procuram despertar nas pessoas a sensação de estarem vivenciando algo paradisíaco.

QUESTAO 04
Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos:
“Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!”
Neste fragmento, Frei Betto utiliza duas figuras de linguagem bastante recorrentes. São elas:
a) antítese e metáfora.
b) metonímia e pleonasmo.
c) metonímia e ironia.
d) metáfora e ironia.

QUESTAO 05
Atente para o emprego da palavra SE, bastante frequente na crônica. Indicou-se corretamente sua função, EXCETO em:
a) “Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. ( = indeterminador do sujeito)
b) “Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. (= conjunção condicional)
c) “...mostravam-se preocupados, ansiosos e, na lanchonete, comiam mais do que deviam.” ( = pronome reflexivo)
d) “Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse.” (= conjunção integrante)

QUESTAO 06
Atente para a charge que segue, denominada de texto II:
TEXTO II



Relacionando-a ao texto I, pode-se perceber prioritariamente a tematização:
a) da alienação das pessoas, que valorizam o ter em detrimento do ser.
b) do consumismo desenfreado, capitaneado pela americanização.
c) da existência de valores éticos inerentes ao homem.
d) da ideia socrática do desapego frente à globoconização.

QUESTAO 07
Assinale a afirmativa INCORRETA sobre a formação e/ou semântica das palavras:
a) Em “superexecutivos”, um neologismo, o prefixo intensifica o sentido.
b) Em “QI” e “IE”, o autor usa siglas, seguidas da explicação (metalinguagem).
c) “Shopping center” é empréstimo linguístico do inglês, que manteve a forma original.
d) “Socrático”, adjetivo presente no título, é formação esdrúxula porque irregular.

O fragmento abaixo será utilizado para as questões 08 e 09:
“Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só uma saída: virar o desejo para dentro. Colocá-los onde? O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globocolonizador, neoliberal, consumista.”

QUESTAO 08
Com relação à regência dos verbos indicados abaixo, a afirmativa INCORRETA é:
a) O verbo “dar” apresenta dois objetos explicitados – o direto e o indireto.
b) O verbo “haver” apresenta o sujeito simples “uma saída”.
c) O verbo “achar” apresenta, além do sujeito (eu), um objeto direto oracional.
d) O verbo “ser” aparece precedendo um predicativo oracional.

QUESTAO 09
“Colocá-los onde?”
O autor utiliza duas vezes esta estrutura, reiterando sua perplexidade diante do fato apresentado.
Assinale a alternativa em que o uso de ONDE ou AONDE tenha sido feito de forma INCORRETA:
a) Aonde você vai? Gostaria de acompanhá-la.
b) A cidade de onde ele veio é pequena e acolhedora.
c) Ele nunca sabe onde quer chegar...
d) O lugar onde ele estava era sombrio e assustador.

QUESTÃO 10
Sobre o tema "Redação Oficial", são apresentadas algumas afirmativas. Anteponha-lhes V (verdadeiro) ou F (falso):
(  ) Sendo responsabilidade do Poder Público redigir atos normativos e comunicações, é fundamental que estes sejam caracterizados, do ponto de vista linguistico, pelos princípios da impessoalidade, da concisão e da inteligibilidade.
( ) Há formas de tratamento cerimoniosas em consonância com o cargo ocupado pelo destinatário de um documento oficial, como um requerimento ou ofício: por exemplo, o adequado é "Vossa Magnificência" para o Presidente da República ou Ministros de Estado e "Vossa Santidade" para bispos e arcebispos.
(  ) Ainda em relação aos pronomes de tratamento, é preciso lembrar que, embora se refiram à 2ª pessoa gramatical, levam a concordância dos verbos para a 3ª pessoa.
( ) Atualmente, expressões “Venho por meio desta”, “Tenho a honra de" ou "Cumpre-me informar que" são consideradas artificiais e caíram em desuso nos textos oficiais.
A opção que apresenta a sequência CORRETA é:
a) V - F - F - F
b) V - F - V - V
c) F - V - F - F
d) F - V - V – V

GABARITO:

1 – D
2 – A
3 – B
4 – D
5 – D
6 – B
7 – D
8 – B
9 – C
10 - B



PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA – FUMARC – PREFEITURA DE PAPAGAIOS - 2009
LEIA O JORNAL E NUNCA MAIS FIQUE SÓ
Anna Verônica Mautner
Parece ser muito difícil para os meios de comunicação impressos, especialmente para o jornal diário, competir com as formas mais modernas de divulgar notícias. Falo da televisão e da internet. O jornal diário, calhamaço onde fica perdido quem não está habituado a se orientar, não pode concorrer com a rapidez com que a notícia chega pelo rádio ou pela televisão, muito menos pela internet. Esses novos meios permitem saber praticamente na hora o que está acontecendo em qualquer lugar do mundo.
Antes de a televisão ser tão difundida, quando algo muito especial acontecia, os jornais publicavam uma edição extra e os jornaleiros gritavam pelas ruas: "Extra! Extra! Extra!" Essa edição foi assassinada pela TV e pelo plantão urgente, que interrompe seja lá qual for o programa. Claro que assim é muito melhor. Pudemos ver praticamente ao vivo, em todo o mundo, os aviões entrando nas torres gêmeas e a queda delas, em 2001.
Mas o jornal tem outra coisa que a TV e a internet não têm. Leitora contumaz de jornais que sou, leio-os não para saber o que ou como aconteceu, mas para ler o que meus amigos, fiéis e pensantes, vão me contar sobre o que
já sei.
Por onde andou Clóvis Rossi, o que pensa das notícias de ontem Dora Kramer, por onde anda a cabeça de Danuza, será que o Contardo vai opinar sobre Isabella, sobre o que matuta Luiz Weis, que palpite vão dar o Cony, o
Loyolla, o Jabor, Nelson Motta, Ruy Castro, Delfim Netto, Moacyr Scliar, Dulce Critelli etc.?
Alguns já vi pessoalmente, outros conheço pouco, mas são todos importantes porque são como uma bússola para meus pensamentos. Com alguns concordo, outros uso como referência de discordância, outros como curiosidade. O fato de eles pensarem me obriga a refletir. Muitos são pagos por nós, leitores, indiretamente, para que nos mostrem a diversidade de opiniões possíveis sobre os acontecimentos de ontem.
Entre ler muitos blogs e ler um jornal, fico com meus amigos do jornal. Sempre ali, envolvem-me numa familiaridade da diversidade. Os articulistas, os colunistas, encontrados no mesmo lugar, no dia deles, me dão a impressão - falsa, eu sei- de viver em um mundo conhecido. Eles todos lêem, pesquisam para mim. [...]
Estas folhas enormes que nos sujam a mão de preto, que às vezes nos dão dor no braço, são ainda a maneira melhor de dialogar com os bacanas. Quanto mais opinativo, quanto mais variado, mais nosso diálogo é denso e intenso.
O jornal pode ser lido em qualquer lugar, pode ser carregado, pode ser lido quando falta energia, quando o provedor está em pane e em outras situações esdrúxulas - pode ser lido até na semana que vem. É por isso tudo que proponho: leia jornal. A gente não se acostuma logo, mas, depois que toma o vício, nunca mais se sente só.
Folha de São Paulo, 08 de maio de 2008.
QUESTÃO 01
O objetivo do texto é
a) divulgar os articulistas do jornal Folha de São Paulo.
b) demonstrar como é interessante a leitura de jornais.
c) mostrar como a Internet e a TV ocuparam o lugar dos meios de comunicação.
d) justificar o fato de o jornal impresso ser preterido na apresentação de notícias diárias.

QUESTÃO 02
Todas as constatações abaixo podem ser feitas com base no texto, EXCETO:
a) O jornal impresso nos faz refletir mais que os meios de comunicação como Internet e televisão, pois relata fielmente os fatos.
b) Uma das vantagens do jornal impresso é ele poder ser carregado para todos os lugares aonde vamos.
c) Os meios de comunicação impressos têm encontrado dificuldades em competir com as formas modernas de divulgar notícias.
d) O manuseio do jornal impresso é aspecto dificultador porque as folhas enormes sujam as mãos de preto e, às vezes, fazem os braços doerem.

QUESTÃO 03
Sobre a constituição do texto, é correto afirmar, EXCETO:
a) A linguagem formal é a mais utilizada.
b) Somente prevalece a opinião do locutor do texto.
c) A linguagem figurada é um dos recursos utilizados ao longo do texto.
d) Nele há orações em que a ordem direta - sujeito, verbo e complementos - não é seguida.

QUESTÃO 04
Há traços da linguagem oral, EXCETO em:
a) “Claro que assim é muito melhor.”
b) “O fato de eles pensarem me obriga a refletir.”
c) “A gente não se acostuma logo, mas, depois que toma o vício, nunca mais se sente só.”
d) “Por onde andou Clóvis Rossi, o que pensa das notícias de ontem Dora Kramer, por onde anda a cabeça de Danuza [...]”.

QUESTÃO 05
As palavras destacadas estão corretamente interpretadas entre parênteses, EXCETO em;
a) “Antes de a televisão ser tão difundida, quando algo muito especial acontecia [...]” (disseminada).
b) “Leitora contumaz de jornais que sou, leio-os não para saber o que ou como aconteceu [...]” (habitual).
c) “[...] quando o provedor está em pane e em outras situações esdrúxulas - pode ser lido até na semana que vem.” (inesperadas).
d) “O jornal diário, calhamaço onde fica perdido quem não está habituado a se orientar [...]” (livro ou caderno com muitas páginas).

QUESTÃO 06
Há linguagem conotativa, EXCETO em:
a) “O jornal pode ser lido em qualquer lugar, pode ser carregado, pode ser lido quando falta energia..”
b) “Essa edição foi assassinada pela TV e pelo plantão urgente [...]”.
c) “A gente não se acostuma logo, mas, depois que toma o vício, nunca mais se sente só.”
d) “...o que pensa das notícias de ontem Dora Kramer, por onde anda a cabeça de Danuza [...]”.

QUESTÃO 07
Em: “Claro que assim é muito melhor.” (2º parágrafo), assim se refere:
a) à internet e à rapidez com que as informações são veiculadas.
b) aos jornaleiros gritando: Extra! Extra! Extra!
c) à publicação de uma edição especial.
d) à interrupção dos programas pelo plantão urgente.

QUESTÃO 08
Em: “Muitos são pagos por nós, leitores, indiretamente, para que nos mostrem a diversidade de opiniões possíveis sobre os acontecimentos de ontem.”, os termos destacados são, respectivamente:
a) predicativo – adjunto adverbial.
b) agente da passiva – adjunto adnominal.
c) aposto – adjunto adverbial.
d) vocativo – adjunto adnominal.

QUESTÃO 09
O pronome se é reflexivo, EXCETO em:
a) Em menos de 1 hora por semana, você vai se atualizar por completo.
b) O mosquito se contamina ao picar uma pessoa com a doença.
c) Prepare-se para vender ou perca para quem está preparado.
d) Queremos um país onde se preserve o meio ambiente.

QUESTÃO 10
“Sobre o trecho: “Alguns já vi pessoalmente, outros conheço pouco, mas são todos importantes porque são como uma bússola para meus pensamentos.”, é correto afirmar, EXCETO:
a) é adjunto adverbial.
b) Importantes é predicativo do sujeito.
c) Todos é adjunto adnominal de importantes.
d) Alguns, outros e todos são pronomes indefinidos.




QUESTÃO 11
Há verbo no futuro do subjuntivo em:
a) É só ligar para assinar a melhor revista semanal.
b) Conecte-se aos principais veículos da imprensa mundial quando quiser.
c) Depois de assinar, não querendo mais receber a revista, poderá suspender a assinatura.
d) É uma revista para pessoas que precisam estar bem informadas, mas não têm tempo a perder.

QUESTÃO 12
O verbo no infinitivo indica indeterminação do sujeito, EXCETO em:
a) Despertar a vida, esta é nossa aula mais importante.
b) Vender barato é o princípio de uma empresa competitiva.
c) Como vender mais e melhor deve ser o foco de um curso de vendas.
d) Prepare-se para identificar os pontos fortes e fracos do seu produto/serviço e dos seus concorrentes.

QUESTÃO 13
“Assine a revista mais lida pelos vencedores do mundo dos negócios e garanta os melhores benefícios.”
Sobre a frase acima, é correto afirmar, EXCETO:
a) “Mais” é adjunto adverbial de intensidade.
b) Apenas os verbos assinar e garantir são transitivos diretos.
c) “Pelos vencedores do mundo dos negócios” é agente da passiva.
d) O período é composto por coordenação e subordinação, com 3 orações.

QUESTÃO 14
Considere as seguintes frases:
I. Que país queremos ser?
II. É preciso que todos leiam para entender melhor o que acontece no Brasil e no mundo.
III. Um país onde se preserve o meio ambiente.
IV. São os fatos mais importantes da semana e as tendências que vão fazer parte do seu dia-a-dia.
V. Para isso não pode faltar informação confiável e esclarecedora, justamente a que você encontra nas páginas da nossa revista.
O termo sublinhado NÃO é pronome relativo em:
a) I e II.
b) I e III.
c) III e IV.
d) III e V.

QUESTÃO 15
As formas verbais estão classificadas corretamente, EXCETO em:
a) Se você for correntista, acesse nosso site. (futuro do subjuntivo / imperativo)
b) Se você precisar de ajuda, conte com seu Crédito Pessoal. (infinitivo / imperativo).
c) Caso você não possua a senha, solicite-a agora mesmo. (presente do subjuntivo / imperativo).
d) Nos caixas eletrônicos, você pode consultar outras informações. (presente do indicativo / infinitivo).

QUESTÃO 16
A vírgula foi empregada para separar aposto ou elemento explicativo, EXCETO em:
a) Em São Paulo, na IV Corrida Santos Dumont, o atleta Márcio Ribeiro ficou em 3º lugar.
b) Na prova Juréia Ecológica, percurso de 20 quilômetros, o Cruzeiro saiu vencedor.
c) Na Maratona Internacional de São Paulo, prova que reuniu cerca de 10.000 atletas, Luís Paulo conquistou o terceiro lugar.
d) Conforme explicou Marco Túlio, superintendente da Escola de Esportes, os alunos fazem aulas complementares de futsal.

QUESTÃO 17
O verbo encontra-se flexionado na voz passiva, EXCETO em:
a) Os jogos são disputados nas noites das terças e quartas-feiras.
b) O Dia das Crianças foi comemorado em alto estilo, com muita animação.
c) Os jogadores já tinham celebrado a vitória por antecipação, por isso não se empolgaram tanto.
d) Os participantes foram distribuídos em seis categorias, sendo quatro masculinas e duas femininas.

QUESTÃO 18
erro de ortografia, EXCETO em:
a) A localização é previlegiada, pois conta com ótima infra-estrutura.
b) O condomínio dispõe de área de laser com amplos jardins.
c) As plantas e pespectivas constantes do folder são apenas sugestões.
d) Seria bom se o empreendimento obtivesse garantia do governo e da Caixa.

QUESTÃO 19
Quanto ao emprego do acento gráfico, todas as palavras estão escritas CORRETAMENTE em:
a) gratuíto / ruído / itens
b) país / rúbrica / fôlego
c) gravidês / fluido / grátis
d) libido / através / tecnologia

QUESTÃO 20
Todos os encontros vocálicos são hiatos em:
a) proporcionar / duas / noite
b) especial / reinou / categoria
c) reúne / iniciado / distribuídos
d) instituições / beneficiar / terceiro

GABARITO:

1 – B
2 – A
3 – A
4 – B
5 – C
6 – A
7 – D
8 – C
9 – D
10 - C
11 – B
12 – D
13 – B
14 – A
15 – B
16 – A
17 – C
18 – D
19 – D
20 - C



PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA – FUMARC – 2009 – PREFEITURA DE PEDRO LEOPOLDO

A mentirosa liberdade
Lya Luft
Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de
não ser livres.
Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do “ter de”. Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.
Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira ao longo das paredes, temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de enganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre:
talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos, podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade?
Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?
Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa louca correnteza. Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de “deveres” impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.
(Disponível em Artigos & Idéias, 21/03/2009, at 10:52 PM - VEJA – ONLINE, acessada em 10/04/09)
QUESTÃO 01
O principal objetivo do texto acima é:
a) entreter os leitores.
b) abalar a autoestima dos leitores.
c) levar os leitores à reflexão.
d) informar os leitores sobre os conceitos de liberdade.

QUESTÃO 02
linguagem conotativa (figurada) em todos os fragmentos, EXCETO:
a) “Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho.”
b) “Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades.”
c) “É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna.”
d) “...novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma..”

QUESTÃO 03
Releia o último parágrafo e atente para as afirmações abaixo:
I. O tipo de linguagem utilizada pela autora em todo o texto, mas em especial no último parágrafo, é inadequada a uma crônica publicada na mídia impressa (revista Veja) e eletrônica (Veja online).
II. A autora utiliza a primeira pessoa do plural, marcando-a também pelo uso da expressão pronominal “a gente”, aproximando-se do leitor pelo tom mais informal da linguagem.
III. O fragmento “sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise” evidencia uma exploração intencional da sonoridade da língua, dando lhe matiz poético.
IV. Quando afirma que “ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda”, pode-se inferir que a autora faz uma crítica aos mais jovens, supostamente volúveis e imaturos, que se deixam levar pelas cobranças externas.
Estão CORRETAS as afirmações feitas em:
a) I, II e III.
b) II, III e IV.
c) I, III e IV.
d) I , II, III, IV.




QUESTÃO 04
A cronista lança mão de vários recursos para tornar sua argumentação mais sedutora, atraente.
Identificaram-se alguns destes recursos nas opções abaixo. Assinale aquela em que a indicação estiver INCORRETA:
a) “Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados...” (interlocução com o leitor, que é inserido na argumentação)
b) “...alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu?” (perguntas genéricas, que exemplificam a tese da autora da valorização das coisas em detrimento das pessoas)
c) “Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma.” (exposição de uma contradição e de comparação que
exemplificam a ansiedade das pessoas, atualmente)
d) “Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa louca correnteza.” (crítica da autora àqueles que se deixam levar pelo consumismo)

QUESTÃO 05
“Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do ‘ter de’.” Com essa afirmação, Lya Luft mostra que a vida moderna é, EXCETO:
a) marcada por contradições.
b) mais divertida.
c) mais estressante.
d) cheia de compromissos.

QUESTÃO 06
A cronista utiliza-se de diversos recursos de linguagem para compor um texto de leitura fácil e agradável.
Assinale a opção em que o recurso destacado foi identificado INCORRETAMENTE:
a) “...não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso.” ( = metáfora)
b) “Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro...” ( = comparação)
c) “Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais?” ( = ironia)
d) “Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise.” ( = pleonasmo)

QUESTÃO 07
Nas opções abaixo, assinalaram-se pronomes e se indicaram os termos a que se referem. Assinale a opção em que essa correlação esteja INCORRETA:
a) “Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma...” (os medos)
b) “Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam.” (os chatos dos pais)
c) “...sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma..” (os mitos e mentiras)
d) “A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos...” (a deusa juventude)

Atente para o fragmento para responder às questões 8 e 9:
“Liberdade não vem de correr atrás de “deveres” impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.”

QUESTÃO 08
Dadas as afirmações:
I. As aspas na palavra deveres indica que é citação de outras pessoas.
II. A palavra máscaras deve ser compreendida de forma literal.
III. O verbo ter ocorre três vezes no fragmento, apresentando funções e sentidos diferentes em cada uma delas.
IV. A palavra modelos tem conotação ampla, podendo significar “coisas”,
“pessoas” ou “padrões de comportamento”, no fragmento acima.
Estão CORRETAS as afirmações:
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II, III, IV.

QUESTÃO 09
Sublinharam-se alguns itens no fragmento. Abaixo, indicou-se corretamente a ideia indicada pelos mesmos, EXCETO:
a) A palavra “que”, pronome relativo, dá ideia de consequência.
b) A conjunção coordenativa “mas” dá ideia de contradição.
c) O conectivo “e”, coordenativo, imprime ideia de adição.
d) O conectivo “para” exprime ideia de finalidade.

QUESTÃO 10
Atente para o fragmento:
“Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor do que o meu? Em fileira ao longo das paredes, temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos.”
Assinale a afirmativa INCORRETA:
a) O verbo “preencher” encontra-se no plural porque tem sujeito composto e está na voz passiva.
b) Com as comparações nas duas perguntas apresentadas, a autora quer mostrar a homogeneização que é representada, logo a seguir, pela afirmação de que “temos de parecer todos iguais”.
c) No fragmento, a autora dá a entender que as manchas se removem por si mesmas, ao usar o pronome “se”.
d) Ao dizer que nos ligamos ao “espelho”, para ver se há alguém “mais belo do que eu”, a autora nos remete a passagem de um conto de fadas.

GABARITO

1 - C
2 – C
3 – B
4 – D
5 – B
6 – D
7 – A
8 – C
9 – A
10 - C




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